segunda-feira, 18 de maio de 2015

A procura do caminho certo...

Logo no dia seguinte àquela consulta de neurocirurgia fui ao centro de saúde marcar uma consulta com carácter de urgência, por forma a pedir o pedido de consulta de neurocirurgia pediátrica no Hospital. 
Por muito que explicasse a situação só consegui consulta em 4 meses... 4 meses! Tendo em conta que não sei o tempo que depois demoraria a ser chamado para consulta no hospital e sabermos que de lá ainda teria que ser encaminhado para o hospital de S. João no Porto, era demasiado tempo...

Quando contei ao meu marido, chegamos à conclusão que não havia outra solução. Levamos o menino às urgências do hospital e lá fizemos o pedido. Restava-nos agora esperar que fosse chamado para consulta...

Um mês havia passado e nada de consulta... Dirigi-me ao hospital e perguntar se havia alguma marcação: Está em triagem! Quanto tempo pode demorar ainda?? Não sabemos...
O meu filho começou a chorar naquele momento, não sei se por sentir a minha frustração, não consegui explicar com calma o que se passava e tive que vir embora para casa. Andar com um filho pequeno a tratar destas coisas não é fácil...

Passaram uns dias e aquela resposta, "Não sabemos", estava a deixar-me cada vez mais preocupada... O tempo passava, estavamos no mês de Julho, perto das férias o que iria atrasar mais ainda todo o processo. Vendo-me completamente desesperada, o meu marido cansou-se da espera e foi para o hospital tentar resolver a situação. Falando com este e com aquele, acabou na sala do director do serviço de neurocirurgia que prontamente falou com a médica e explicou a situação: "Traga já o seu filho. Vejo-o ainda hoje!" 

Aquela médica prescindiu do almoço para ver o meu filho no momento. Sabia bem que estávamos perante uma corrida contra o tempo. O menino tinha 5 meses e o tempo não pára. 
Fomos à consulta, onde com 90% de certezas se fez o diagnóstico. No entanto, e para haver 100% de certezas, teria que ser realizado um TAC em 3D para ver se a sutura estaria mesmo fechada.

O exame teria que ser feito com anestesia. Por muito rápido que fosse o TAC o meu filho teria que ficar quieto o que é impossível de pedir a um bebé.

Foi marcado o TAC para a semana seguinte. Levamos as instruções sobre o jejum e viemos para casa para mais uma espera, mais uma etapa...

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